Escolher um projeto EB-5 não é simplesmente comparar retornos financeiros. Para um investidor sério, a decisão envolve indicadores que poucos conhecem e que fazem diferença direta na aprovação do Green Card. Um projeto pode ter um belo material de apresentação, mas se não cumprir critérios fundamentais de segurança, o investimento pode se transformar em frustração, perda de tempo e risco familiar.
O primeiro elemento que um investidor deve analisar é o job cushion, ou seja, a margem de segurança entre o número de empregos que o projeto promete gerar e o número de empregos realmente necessários para a elegibilidade dos investidores. Projetos sólidos trabalham com buffers superiores a 20%, garantindo cobertura mesmo diante de imprevistos na construção ou no fluxo financeiro.
Depois disso, vem a análise do capital stack: como o projeto se sustenta? Qual a porcentagem de equity próprio do desenvolvedor? Existe financiamento bancário? Existem tranches de dívida? Quanto menor a dependência do capital EB-5 para viabilidade da obra, maior a segurança para o investidor. Projetos que dependem exclusivamente de imigrantes para levantar fundos costumam ser mais frágeis e arriscados.
Outro ponto crucial é a análise do track record do Regional Center e do desenvolvedor. Projetos com histórico de aprovações prévias, devolução de capital e entregas concluídas oferecem previsibilidade. Já empreendimentos novos, sem histórico ou com mudanças bruscas na gestão, tendem a apresentar maior risco operacional.
A documentação também é um diferencial. Investidores que desejam executar o processo com segurança precisam verificar a qualidade do PPM (Private Placement Memorandum), do plano de negócios, do relatório de impacto econômico e do contrato de devolução de capital. Esses documentos são a base que o USCIS utiliza para validar ou negar o pedido do investidor.
Por fim, o investidor deve analisar o “tempo de vida do projeto” e seu estágio atual. Projetos já iniciados, com licenças aprovadas, etapas concluídas e obras adiantadas, oferecem menor risco do que projetos pré-licenciamento ou em fase de captação inicial. Quanto mais concreto, melhor.
Para quem quer viver nos Estados Unidos por meio do EB-5, não basta investir é preciso investir com método, critérios e curadoria profissional. O EB-5 é uma porta de entrada valiosa, mas somente investidores bem orientados conseguem transformar essa oportunidade em um plano de vida real e seguro.
